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Por Dra. Mayara Parisi

A eletroquimioterapia é uma modalidade terapêutica que consiste na administração de pulsos elétricos na região da neoplasia, associada ao uso de agente antineoplásico. Tal processo promove a criação de poros transitórios na membrana celular (eletroporação), potencializando assim, a ação citotóxica destes fármacos, sem que ocorra aumento dos efeitos colaterais sistêmicos. A via de administração do quimioterápico pode ser intratumoral ou intravenosa, de acordo com o volume da formação.

Essa técnica apresenta como vantagem a baixa incidência de efeitos colaterais, além de reduzir os danos aos tecidos sadios.

A eletroquimioterapia pode ser empregada como terapia única ou em associação a outros tratamentos convencionais, tais como a cirurgia, quando houver margens cirúrgicas comprometidas.

Para a realização do procedimento, é necessário que o paciente seja anestesiado, a fim de evitar qualquer desconforto.

Como limitação técnica, tem-se a localização e tamanho da neoplasia; presença de metástase e/ou ocorrência de invasão óssea.

A eletroquimioterapia é indicada para diferentes tipos de neoplasias, com resultados satisfatórios principalmente no tratamento do carcinoma espinocelular; adenocarcinoma perianal; melanoma; mastocitoma; plasmocitoma; dentre outros.